Por Professor Mauro Galasso

26 de Setembro de 2018.

O convívio de horas a fio, semana após semana, ano após ano, pode nos levar a inquietações emocionais. Justamente por sermos tão diferentes, nossos valores fundamentais/individuais são um prato cheio para fazer crescer desavenças pessoais dentro do ambiente de trabalho.

O cenário do trabalho muda com o passar do tempo, portanto, cada geração absorve maneiras bem específicas de encarar sua função dentro do time. Num geral, pessoas mais velhas enxergam o trabalho de uma maneira mais formal, enquanto os mais jovens buscam a informalidade nas suas atividades cotidianas.

Um estudo antropológico, propõem a análise destes comportamentos à partir de gerações – Babyboomers (1945-1959), Geração X (1960-1979), Geração Y (1980-1999) e Geração Z (nascidos à partir de 2000). A ideia aqui é percebermos que existem características comportamentais e emocionais em relação com o cenário mundial durante o período em que essas gerações formavam seus processos de socialização.

Aqui, importante darmos um zoom sobre a Geração Z. Formam a nova geração que entra(rá) no mercado de trabalho. Ainda muito jovens, já podemos perceber características marcantes ligadas a consciência ecológica e busca por soluções de inclusão social. Absorvem a tecnologia como algo nato, por isso formam raciocínio não linear, sendo capazes de traçar ligações entre diferentes pontos de maneira (espantosamente) rápida. O que nos leva a entender a valorização da palavra CONECTAR (no sentido de unir).

Quando essas pessoas/gerações tão diferentes são aproximadas/desafiadas para trabalho em grupo, formamos um tipo de geleia humana. Algo que pode ser tanto catastrófico nas relações, como pode ser genial no sentido da criação de novas soluções para o convívio.

Observemos que o sentido do ato de trabalhar passa por transformação. O que antes era visto como ponto vital para nossas vidas, cada vez mais fragmenta-se em novos formatos e modalidades de trabalho. Com isso, sabermos o valor da disciplina, aliada a aceitação da tecnologia, nos ajudará na conciliação entre satisfação e obrigação, entre sacrifício e realização pessoal.

Importante sabermos que todos podem aprender com todos. Pessoas mais maduras tendem a ser independentes e motivadas pelo trabalho em si. Os mais jovens valorizam a orientação continuada, feedback e reconhecimento. O sucesso está nos dois lados, que se ajudam nesse processo. Os líderes devem notar essas situações, promovendo uma linha de comunicação direta e justa, onde valorizar o desempenho individual é vital.

Um dos melhores caminhos a seguir é promover momentos de alinhamento das propostas empresarias perante o grupo (reuniões, dinâmicas, treinamentos). Assim, aprendemos sobre a importância da disciplina, estimulamos a expressão individual, construímos uma comunicação franca e traçamos objetivos e caminhos conjuntamente. Desenvolver uma linha entre a formalidade e a informalidade nas relações, que seja capaz de estimular com que todos tenham chance de interferir nesse cenário de trabalho, formando algo mais autoral (que venha do grupo).

 

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