Por Dalvani Camelo                                                                                                                                                                           4 de Outubro de 2018

Que tal conhecer Israel, a Terra Santa? Apreciar lugares e viver experiências por onde Jesus andou, locais em que realizou milagres, os quais só conhecemos pela leitura de passagens da Bíblia.

Sinto-me privilegiada pelos nove dias mais incríveis de minha vida. O pacote da viagem incluía guia que falava em português, locomoção, passeios, hospedagens, café da manhã, jantar e muito mais, acompanhe:

Israel está localizado no Oriente Médio ao longo do Mar Mediterrâneo, a capital é Jerusalém, moeda local é o Shekel e tem como Línguas oficiais o hebraico e o árabe. O país faz fronteira com o Líbano; ao norte da Síria com a Jordânia e a Cisjordânia e com o Egito. Israel é definido como um Estado Judeu e Democrático em suas Leis Básicas.

Para começar, não é uma viagem simples, tudo deve ser planejado com antecedência, pois fatores como clima, câmbio, idioma, local e roteiros devem ser considerados, sem contar as 33 horas até lá. Saí de São Paulo direto para Dubai, onde aproveitei as 6 horas de espera para conhecer o Shopping dentro do aeroporto, depois peguei um outro voo para o Cairo no Egito e aí seguimos de ônibus pelo deserto até o centro da cidade. Fui dormir exausta e ansiosa pelo que vinha pela frente.

Uma Viagem pelo deserto do Egito

No dia seguinte, passeamos pelo deserto; foi impressionante, pois no caminho visitamos um lugar chamado poço de Mara, que fica em Taba na fronteira do Egito. A Bíblia apresenta no livro de Êxodo, a história do percurso dos filhos de Israel, logo após a saída deles do Egito, que ao chegarem a um lugar para descanso, encontraram apenas águas amargas, impróprias para o consumo humano e dos animais que levavam com eles, então deram ao lugar o nome de Mara que em hebraico significa ´´amargo“.

Nosso destino era as Pirâmides de Gize, localizadas na cidade de Gizé, próxima ao Cairo (capital do Egito). As três pirâmides de Gize foram construídas no Egito Antigo há aproximadamente 4.500 anos e serviram de tumbas para os faraós. Segundo o Guia Mohamed (nome que mais ouvi nesta viagem), a maior das pirâmides é a do faraó Quéops com 138 metros de altura, cobrindo 52,9 mil metros quadrados de superfície, que levou em média 30 anos para ser finalizada, presume-se que mais de 100.00 homens, em sua maioria escravos, utilizados para a construção, ao lado a Esfinge, construída no terceiro milênio a.c, tem 20 metros de altura, 6 metros de largura e 57 metros de comprimento.

Um dia você sonha e no outro ele se torna realidade

Um dos passeios que mais gostei foi a subida ao Monte Sinai, mais conhecido como o Monte Horebe, localizado entre o Egito e a Palestina. O monte ficou conhecido por ser o local onde Moisés falou com Deus. Trata-se de um pico de granito com altitude de 2.285 metros. Segundo a Bíblia, foi lá que Moisés recebeu as tábuas da Lei (os Dez Mandamentos). Para chegar ao topo do Monte é preciso subir uma escadaria de 4 mil degraus a 750 degraus, abaixo do pico que exige um preparo físico, ao descer a temperatura estava em média 43° graus, os Biduínos vagam pelo local, onde dormem criam cabras e camelos. O acesso ao topo é feito por camelos para as pessoas que tenham dificuldade em subir a pé e tem um custo de US$ 25 por pessoa.

No dia seguinte, fizemos a travessia para Israel na região de Sodoma no Mar Morto. É um lago de água salgada alimentada pelo Rio Jordão que banha a Jordânia e Cisjordânia.  As suas águas são consideradas por muitos como medicinais, a origem do nome deve-se pelo fato de não ter espécies de seres vivos tanto animais e vegetais, isso ocorre pelo número elevado de sal, diz a lenda local que ao colocar a lama do mar na pele rejuvenesce cinco anos e eu é claro que fiz o teste.

Após visita ao Mar Morto fomos as ruínas de Jericó, Cidade mencionada no livro de Josué, vista panorâmica do monte onde Jesus foi tentado e jejuou por quarenta dias e quarenta noites no deserto. Não poderia deixar de falar de uma experiência que tive nesse trecho da viagem, nada fácil, uma travessia de fronteiras entre o Egito e Israel, limite de territórios com espera de quase três horas de pura tensão. Ao me dirigir ao Guichê, onde realizam o controle do passaporte e revistam nossas bagagens muitas vezes, pedem para abrir as malas até que um “guardião” se convence em te liberar. Depois de vencer essa batalha seguimos viagem.

Imagine um lugar lindo e muito especial. Estou falando do Rio Jordão, do qual certamente você já deve ter ouvido falar. A natureza do lugar é bela, águas cristalinas que te trazem paz de espírito, local citado muitas vezes na Bíblia, como por exemplo o momento em que Jesus fora batizado e depois em outra passagem em que cura um leproso. Até o peixe do Rio é saboroso, provamos o famoso peixe de Pedro, em um restaurante com uma vista deslumbrante para o Mar Vermelho.

Momentos mais tarde, visitamos as ruínas de Cafarnaum, Cidade onde morou Jesus. Visitamos uma Sinagoga e não poderíamos terminar o dia de outra forma: embarcamos em um barco réplica da época de Jesus para cruzar o Mar da Galileia, durante a navegação lembramos dos milagres de Jesus e as travessias de seus discípulos naquele mar, um deles a multiplicação dos pães e dos peixes.

Começa a parte mais emocionante da viagem: a subida ao Monte das Oliveiras para uma visão de toda a esplanada dos templos e muros da Cidade de Jerusalém, porta dourada, decida até o Getsêmani, Jardim das Oliveiras, local onde Jesus orou, foi traído e entregue aos Romanos. E, por último, descemos até o Muro das Lamentações, chamado também de Muro Ocidental, para os Judeus o lugar mais sagrado. Ali há uma visão das muralhas da época e do segundo templo que foi destruído. É um local onde os judeus e cristão vão orar. Antes de adentrar o local, homens e mulheres são separados, os homens devem usar quipá e as mulheres lavam suas próprias mãos. Uma tradição dos Judeus é não virar as costas para o Muro após suas orações por uma questão de respeito.

Por fim, uma caminhada pela Cidade Velha, local onde Jesus curou paralíticos e foi julgado e condenado por Pilatus a crucificação, caminhada pela Vila Dolorosa, saindo para o Monte do Gólgota, visitamos o túmulo onde Jesus foi sepultado e ressuscitou, o mais incrível é entrar no local e perceber que não há vestígios, pois ele vive entre nós.

No último dia, seguimos em direção ao Vale de Armagedom, local mencionado pelo livro de Apocalipse, que descreve a batalha naval entre o bem e o mal na qual Deus vai intervir e destruir os exércitos do anticristo como predito nas profecias, além da vinda de Jesus. Depois desta experiência incrível, saímos para as fontes de Gideão na região de Gileade.

Em nossa última noite, participamos de um evento na Torre de Davi.

Os dias são quentes e as noites tranquilas. Por falar em tranquilidade, o exército de Israel é um dos mais preparados do mundo. Em Israel, as mulheres aos seus 12 anos já se alistam. Diversas vezes encontramos grupos de soldadas armadas e simpáticas.

Minha dica seria esta: antes de programar sua próxima viagem pense em considerar uma viagem a Israel, como uma oportunidade de vivenciar passagens singulares da Bíblia.

 

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