Por: Mauro Galasso

03 de Dezembro de 2018

A vida acontece em ciclos e continuamente ela nos atropela com suas tantas renovações. Quando essas fases sintonizam sua chegada positivamente, oportunidades brotam e relações são reforçadas. Do mesmo modo, à chegada de transformações pode promover o rompimento de relações de trabalho, de parcerias ou afetividades. Não quer dizer que há apenas essas duas maneiras – positiva e negativa – de encararmos as mudanças.

A mudança vai tomando conta e nada podemos fazer; exceto, participar conscientemente desse processo. Melhor mesmo é tirar algum aprendizado de todo esse rebuliço em nossas vidas, pois isso nos prepara para os próximos momentos de mudanças, que com certeza vão acontecer.

Num primeiro momento, ao depararmos com as mudanças repentinas, podemos começar a trazer à tona medos, crenças limitantes e passamos a formar a sensação de que seremos dragados para um vazio existencial imenso. Geramos um acúmulo de arrependimentos pelo que não fizemos, juntamos a raiva por termos escolhido caminhos que não levaram tão longe assim; soma-se ainda, à vergonha sobre o que “outros irão pensar de mim”. Uma bola de neve carregada de neuroses corrosivas.

Hora de buscar “colocar a cabeça para fora da linha da água”; buscar por uma respiração mais profunda e desapegar desse espiral descendente. Se oferecer ajuda a alguém já é difícil, pedir ajuda é algo mais duro ainda para quem passa por uma situação como essa. Mas é imprescindível como primeiro passo, alcançar essa coragem e recorrer a alguém que possa pelo menos nos ouvir (desabafar alivia dores internas). Enquanto falamos sobre nossa situação, refletimos sobre emoções que associamos a cada estágio de vida, ordenamos ideias antigas e descobrimos novas; além de enxergar cenários com mais clareza. Hora de remexer lá no fundo de nossa mente e passar a conhecer melhor nossos pensamentos.

Alinhando a vida pessoal e a vida profissional

Antes o trabalho era encarado como uma coisa completamente separada da vida pessoal. Passados décadas de entrega ao ritmo frenético do trabalho, é comum pensarmos quanto tempo/energia perdemos com essa falta de sinergia entre vida pessoal e profissão. Vamos por caminhos distantes daquilo que nos faz feliz, justamente por não percebermos que dá sim para juntar as duas coisas dentro de nossa perspectiva.

Em 2015 foi publicado a pesquisa que dizia que 72% da população brasileira estava insatisfeita com o trabalho que atuam. Resultado de chefias problemáticas, sobrecarga de atividades e principalmente por não terem refletido com calma sobre como gostariam de preencher seu cotidiano de estudos e trabalho.

Muitos não estão infelizes por serem malsucedidos. Pelo contrário, são pessoas que conquistaram sucesso, mas odeiam o que fazem como trabalho. Algo que acontece quando você segue o que outros disseram o que era melhor a ser feito, sem se perguntar: o que eu quero/sonho em fazer?

Essa oportunidade de reflexão pode acontecer em inúmeros períodos da vida/carreira de um indivíduoinício da juventude, ingresso no cenário universitário, primeiro emprego e em cada mudança de cargo são bons exemplos disso. Claro, isso pode variar em intensidade para cada momento e sobre a percepção/maturidade de cada um frente ao cenário que está atravessando.

É um momento que vem em ciclos na vida e chegam carregados de incertezas. Buscar um equilíbrio interno (razão e emoção) é importante porque trará mais coerência nas tomadas de decisão que estão à frente. Então, ouvir a si mesmo é o primeiro passo nesse período decisório.

Algo bem importante nessa postura é entender que existem várias “moedas” que não apenas o dinheiro (sentido monetário). Ambiente de trabalho, realização pessoal, contribuir com a sociedade, carga horária de trabalho mais flexível, são outras dessas “remunerações” que avaliamos quando passamos a ponderar sobre o que fazer com nossas habilidades e saberes.

 

 Fonte de apoio: revista Vida Simples

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