Por: Felipe Bondezan

 

O estudante brasileiro segue um padrão de construção de carreira baseado quase que totalmente em conhecimento. Estamos falando que ele investe muita energia, tempo e dinheiro estudando e acumulando informação e títulos. Em geral, irá gastar muitos anos se formando na graduação, pós-graduação e especializações. Só então, irá começar o seu auto-reconhecimento como autoridade na profissão e a construção de uma Imagem Profissional. Não que isso seja totalmente errado, mas a velocidade de desenvolvimento deste padrão é mais lenta.

Segundo Chiavenatto, “Recrutamento é um conjunto de técnicas e procedimentos que visa atrair candidatos potencialmente qualificados e capazes de ocupar cargos dentro da organização.” (CHIAVENATTO, 1994). “Seleção é o processo pelo qual uma organização escolhe, de uma lista de candidatos, a pessoa que melhor alcança os critérios de seleção para a posição disponível, considerando as atuais condições de mercado.” (CHIAVENATTO, 1999).

De forma objetiva, recrutar e selecionar o candidato mais adequado implica em usar as ferramentas que possibilitem a identificação das características necessárias para o bom desempenho do profissional na empresa.

De acordo com FLEURY (2002), o conceito de competência é pensado como o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que justificam uma alta performance, acreditando-se que os melhores desempenhos estão fundamentados na inteligência e na personalidade das pessoas.

Nas palavras de CHIAVENATTO (2000), competências são aquelas características pessoais essenciais para o desempenho da atividade e que diferenciam o desempenho das pessoas. Define competências como as características das pessoas que dão a sustentação de vantagens competitivas, relacionadas ao trabalho gerencial e profissional, elas ajudam na organização e no objetivo estratégico do negócio.

O processo de seleção por competências implica que o selecionador visualize e selecione os candidatos com as competências que melhor se adequam a necessidade do cargo e da empresa. Do outro lado, o candidato, na tentativa de conquistar o posto, produz um esforço de evidenciar e mostrar-se o mais adequado. Podemos dizer que nesse processo é criada uma Imagem Profissional, e que coloca o candidato como sujeito ativo em suas conquistas.

Criar uma imagem profissional é fazer com que o mercado possa enxergar de forma ampla e mais valorizada o conjunto de competências do profissional. Dominar o sucesso e fazer ser valorizado é mais do que saber. É fazer com que possam enxergar seus conhecimentos, habilidades e atitudes. A imagem não se restringe a roupa, são mais de 30 fatores relacionados a imagem. Se você muda a forma como o mercado percebe você, você será capaz de atrair mais a atenção, mais propostas e até mesmo pagar mais pelos seus serviços.

O desenvolvimento do profissional que domina a criação de sua imagem é mais rápido, pois obviamente, o mercado, os selecionadores conseguem visualizar nos profissionais suas competências de forma rápida, clara e evidente quando ele possui uma imagem sempre valorizada e crescente.

Portanto, o maior erro do estudante é se restringir apenas ao conhecimento técnico e não construir uma Imagem Profissional desde que ele entra na faculdade. Não investir em imagem, não conhecer os conceitos básicos, os seus fatores e principalmente como elevar a sua imagem e conquistar o próximo passo na carreira.

 

FLEURY, Maria Tereza Leme. A GESTÃO DE COMPETÊNCIA E A ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL. In: FLEURY, Maria Tereza Leme (Org.). As pessoas na Organização. São Paulo: Gente, 2002.

CHIAVENATTO, Idalberto. GESTÃO DE PESSOAS: O NOVO PAPEL DOS RECURSOS HUMANOS NAS ORGANIZAÇÕES. Rio de Janeiro: Elsevier, 1999.

CHIAVENATTO, Idalberto. RECURSOS HUMANOS NA EMPRESA: PLANEJAMENTO, RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL. 3a ed. São Paulo: Atlas, 1994.

CHIAVENATTO, Idalberto. RECURSOS HUMANOS. 6a ed. São Paulo: Atlas, 2000.

 

 

Eu, Felipe Bondezan, autorizo a publicação do artigo intitulado “O maior erro do estudante na carreira profissional”, tendo como autor Felipe Bondezan, no Blog da Faculdade Sumaré, disponível no site http://blog.sumare.edu.br/, da Faculdade Sumaré.
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