Por Prof. Ms. Valdec Romero Castelo Branco

Como lidar com esta mudança tão profunda nas nossas vidas? Nossas rotinas foram alteradas do dia para noite, em razão da pandemia Covid-19, o medo tomou conta de muitas pessoas, até então equilibradas, boa parte da população está passando por um processo novo, inseguro, obscuro, diferente e que atinge a todos.

O emocional está abalado, e, aí vem a pergunta: como manter a motivação, a serenidade e o equilíbrio, isto tem se tornado um grande desafio, cada vez maior, para muitas pessoas durante o isolamento.

Primeira observação, onde há incertezas, medos, dificuldades, também é uma ótima oportunidade para refletirmos sobre as possiblidades produtivas e pensarmos no que realmente nos interessa.

É hora de mudar seus hábitos:

  1. Seja Amigo de Todos.
  2. Ajude a quem precisa, não cobre nada por isso.
  3. Procure descobrir coisas novas, torne isso uma referência.
  4. A vida está cheia de altos e baixos.

ATENÇÃO:

 

Você está reclamando que está cansado de ficar em casa, com os pais, a esposa, o esposo, os filhos, os pets etc.

Eu vivo sozinho. Tenho três doenças incuráveis – Diabetes (tomo sessenta injeções por mês – 2 por dia), Artrite Reumatoide, Surdez no ouvido esquerdo, tenho problemas de locomoção (lesões nas pernas e pés – em função de acidentes de moto, artrose etc., sou deficiente físico (geralmente as pessoas associam deficiente físico com cadeirante), não é fácil ficar sem ter com quem conversar, abraçar, até divergir em determinados momentos.

Eu reclamava de tudo, tudo era difícil, eu não valorizava o que eu tinha, até o dia que eu perdi tudo, família, bens, dinheiro etc., hoje estou aqui vivendo um dia atrás do outro.

É ISSO AÍ PERDI TUDO.

 

Muitos devem estar se indagando: – Há! Ele deve estar passando por um momento muito difícil, triste, não tem o que fazer.

 

ERRADO!!!!

 

Sim! Passo por um momento muito difícil, mas recomecei a minha vida, me transformei em uma pessoa melhor durante estes dois anos e meio, valorizo o que eu tenho, agradeço todos os dias, levo uma vida tranquila e serena, não vivo para sociedade, não sou refém de banco.

Tenho muito a fazer: nunca produzi tanto, neste período de quarentena já escrevi quatro E-Books, sou um parceiro (colaborador) em uma startup desenvolvendo atividades voltadas ao empoderamento das mulheres, mudei completamente meu foco, tenho que pensar, agir e falar como uma mulher. Olha que transformação.

Agradeço a duas amigas da Plataforma MulherForte (#redemulherforte) Prof. Drª. Ana Cristina Ristow Wolff e Prof. Drª Liliane Almeida que gentilmente me aceitaram como colaborador e parceiro no seu projeto de negócios.

Também estou escrevendo um artigo científico para apresentar em um Congresso no mês de outubro (se houver). Acabei de entrar em grupo na Faculdade Sumaré para desenvolver ações voltadas a motivação das pessoas, este é o motivo pela qual escrevo este artigo. Terminei a revisão do livro Inteligência de Mercado – 2ª Edição – deve estar em breve nas livrarias, sou co(autor), escrito em parceria com dois outros professores.

Além de tudo isso, estou fazendo três cursos sobre carreira, adquiri ontem, 21-05-2020, dois livros sobre Planejamento de Carreira, já chegaram hoje – 22-05-2020. Iniciei, também a produção de um novo livro junto com duas amigas professoras, com o título provisório “Mulher forte e empoderada”.

Nunca trabalhei tanto, tive que aprender a trabalhar de forma remota, são 30 anos em sala de aula no curso superior, basicamente utilizando aulas expositivas, mas do dia para noite, tive que aprender a usar o Jitisi Meet, Zoom, Hangouts/Google Meet, Microsoft Teams, ministrar aulas remotas ao vivo, aplicar provas online, participar de Lives, entre tantas outras mudanças.

No início fiquei preocupado se daria conta do recado, mas procurei ajuda de amigos, youtube, filho, Internet etc. Tô me virando. Alguns erros aconteceram, mas o resultado está satisfatório, ainda tenho muito que aprender.

Por que apresentei todos estes argumentos. Por que sou como todo mundo, tenho medo, insegurança, procuro respostas, muitas incertezas, mas estou tirando proveito deste isolamento, falo, envio beijos e abraços para o meu filho, meus irmãos e família, aos amigos, alunos, entre outros.

Hoje eu vivo uma vida simples, ouço mais música, leio mais, saio mais, não entro na paranoia do facebook, cultivo a harmonia, a empatia, o respeito as pessoas, as coisas simples, assisto minhas séries e filmes no Netflix, curto minhas Lives preferidas, cozinho o que eu quero, acordo a hora que eu quiser, visto o que eu gosto.

 

O segredo para se manter tranquilo, equilibrado e motivado durante e depois da pandemia: ter amor ao próximo da mesma forma que amamos a nós mesmos, o amor não é só sentimentos, mas também uma opção de vida. Agora é hora de construirmos relações pautadas no bem querer, e, que o amor se torne a palavra de ordem.

Encontrei este texto na Internet que trata sobre o amor ao próximo:

Soneto do Amor ao Próximo

Hoje eu olharei as pessoas simplesmente como pessoas

sem nenhum julgamento ou opinião

que me faça rotular

quem são as más, quem são as boas,

e me leve a agir com base nessa tola conclusão.

Hoje eu olharei as pessoas simplesmente

como espelhos onde eu vejo refletidas

minhas fraquezas e virtudes de tal forma

que as minhas críticas e conselhos sirvam

antes para que eu próprio mude minhas atitudes.

Hoje eu olharei as pessoas com aceitação total

sem formalismos solenes ou distância social

sem condenar seus defeitos

ou zombar de suas limitações;

mas respeitando seus direitos, crenças e aspirações

acolhendo o que cada um é,

do jeito que cada um for

hoje eu olharei as pessoas simplesmente com amor.

Geraldo Eustáquio de Souza